Jogo do tigrinho está comprometendo o mercado digital?

+ fim dos filtros no Instagram e CapCut incomodando

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🐯 O “jogo do tigrinho” provavelmente é seu concorrente

Talvez não esteja no seu radar, mas tem um fenômeno que muito provavelmente está tirando dinheiro de quem vende conhecimento (como está tirando de vários outros): o crescimento vertiginoso das apostas online.

Hoje, há sete vezes mais apostadores do que investidores na Bolsa, com estimativas apontando que os brasileiros gastam mais de R$ 68 bilhões por ano em apostas digitais e outras chegando a estimar um impacto de 0,2% do PIB e a 1,9% da massa salarial.

Quem estuda o assunto já tem afirmado que o consumo popular e até a arrecadação das igrejas evangélicas já estão sofrendo.

O CEO da rede de mercados Assaí, por exemplo, disse que pesquisas internas da empresa identificaram uma redução nas despesas com compras por conta de gastos com apostas.

Não há dados sobre o impacto no nosso mercado, mas é perfeitamente razoável pensar que ele existe.

Questão de saúde pública

Além do efeito econômico, o vício em apostas está se tornando uma questão de saúde pública, com jovens representando 36,3% dos pacientes tratados por dependência no Hospital das Clínicas de São Paulo, que tem um programa específico para viciados em jogos.

👍 A boa notícia: Instagram libera texto em fotos do feed + novas fontes

O Instagram anunciou uma série de novidades para aprimorar os stories e Reels, incluindo novas fontes, efeitos e animações. Agora, ao criar um story ou Reel, você pode acessar a ferramenta de texto e escolher entre várias novas fontes.

Além disso, o Instagram permite adicionar textos ou figurinhas diretamente sobre fotos ou carrosséis, usando as fontes recém-lançadas. Isso facilita a personalização das postagens sem precisar de ferramentas externas. Basta selecionar uma imagem e tocar nos botões de texto ou figurinha para editar.

As atualizações estão sendo liberadas globalmente para dispositivos Android e iPhone.

👎 A má notícia: é o fim dos filtros no Instagram

Se você usa filtros nas suas ações de marketing, atenção!

O Instagram anunciou que encerrará sua plataforma de criação de filtros de realidade aumentada (RA) para Stories a partir de 14 de janeiro de 2025. A decisão afetará o Meta Spark, permitindo apenas filtros criados pela própria Meta, dona da rede social.

Em comunicado, a Meta explicou que a medida visa focar em outros produtos que melhor atendam às necessidades futuras dos consumidores e clientes empresariais. O Meta Spark, lançado há sete anos, permitia que marcas e criadores desenvolvessem filtros personalizados de RA para as plataformas da empresa.

🎧 Não é impressão sua: podcasts estão mesmo cada vez mais cheios de anúncios

Os podcasts, que antes eram conhecidos por pegar leve nos anúncios, estão passando por uma mudança significativa. Um estudo recente da Oxford Road e da Podscribe revelou que, no segundo trimestre de 2023, os anúncios ocuparam em média 10,9% do tempo total dos podcasts, um aumento em relação aos 7,9% no mesmo período de 2021.

Esse crescimento reflete a tentativa da indústria de maximizar a receita em um cenário de investimentos altos, como os mais de US$ 1 bilhão que o Spotify gastou na compra de estúdios de podcast e contratos com figuras como Barack Obama.

A pesquisa também traz um alerta que pode nos ser útil aqui no mercado digital: a probabilidade de um ouvinte responder a um anúncio diminui à medida que o número de anúncios em um episódio aumenta.

📹 O CapCut está dando trabalho para a Adobe

O CapCut, aplicativo de edição de vídeo da dona do TikTok, está rapidamente ganhando popularidade e ameaçando rivais tradicionais do mercado de criação como Adobe e Canva.

Desde seu lançamento fora da China, em 2020, o CapCut acumulou mais de 300 milhões de usuários móveis ativos mensais, dominando 81% do mercado de edição de vídeo móvel, segundo a Sensor Tower.

Essa ascensão preocupa a Adobe, que teme perder usuários de ferramentas mais complexas, como Premiere Pro e After Effects, para aplicativos mais simples e acessíveis como o CapCut.

A Adobe está desenvolvendo uma versão enxuta do Premiere, focada em usuários casuais, mas até agora suas tentativas de capturar o mercado móvel não foram bem-sucedidas, com menos de 2% dos usuários ativos do CapCut.

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